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Calçadistas querem redução de ICMS para o varejo

Comércio do Jahu

A redução de 18% para 12% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente sobre o varejo de calçados e artefatos de couro no Estado de São Paulo pode alavancar as vendas de sapatos e ajudar a indústria a voltar a empregar. A afirmação é do presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú (Sindicalçados), Caetano Bianco Neto.
A proposta foi encaminhada ao governador Cláudio Lembo pelo presidente da Francal Feiras, Jamil Abdala, acompanhado por representantes de diversas entidades do setor. O Sindicalçados também subscreveu o documento que reúne os argumentos a favor da medida e foi entregue ao governador.
Abdala esteve no Palácio dos Bandeirantes em companhia do deputado estadual Gilson de Souza (PFL), de Franca, autor do projeto de lei que propõe a redução do imposto.

Custos

Bianco Neto diz que o ex-governador Geraldo Alckmin já havia baixado o imposto para a indústria. “Porém, como a idéia é desonerar a cadeia como um todo, estava faltando o comércio. O varejo de calçados compra da indústria e se credita em 12% de ICMS, mas quando vende se debita 18%, o que acaba fazendo com que repasse no custo do produto 6% só por conta desse imposto.”
Para o presidente do Sindicalçados, a redução para 12% vai favorecer a diminuição no preço dos calçados e, assim, melhorar as vendas.
Jamil Abdala, da Francal, entende que a medida pode ajudar a indústria calçadista a recuperar as perdas do primeiro semestre e voltar a empregar. Só nos primeiros seis meses deste ano deixaram de ser exportados mais de oito milhões de pares na comparação com o mesmo período de 2005. “O aquecimento do mercado interno é uma saída para a crise que o setor vive em função da valorização do real frente ao dólar”, acredita.

Câmbio

Para o diretor-regional de Jaú da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Jorge Luiz Alcande, todo diálogo passa por essa redução da carga tributária de toda a cadeia.
“Frente ao nosso custo e nossa carga tributária altíssima, especialmente no calçado, com pressão dos produtos chineses e problemas cambiais, a redução é de vital importância para o setor ganhar competitividade”, afirma. “Se tivermos esse diferencial no Estado de São Paulo, estaremos em condições de ter preços melhores para competir com os produtores do Sul no mercado interno.”
Os calçadistas aguardam, agora, a avaliação do governador. “Lembo é favorável. Esperamos que seja posto em prática, para que possamos fechar o ciclo da cadeia, que é o comércio”, fala Bianco Neto.


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