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J&F negocia venda da Alpargatas para donos do Itaú

27/06/2017



A J&F Investimentos, que reúne os negócios da família Batista, negocia com a Cambuhy Investimentos, dos Moreira Salles, a venda de sua participação na Alpargatas, empresa dona da marca Havaianas.
As duas companhias fecharam um acordo de na sexta (23) prevendo confidencialidade sobre a negociação, informou a fabricante de calçados nesta segunda (26).
A J&F comprometeu-se a manter a dona da Havaianas informada sobre o andamento das negociações ou a assinatura de quaisquer contratos para a venda de sua fatia.
A companhia dos irmãos Joesley e Wesley Batista tem 54% do capital total da Alpargatas.
A Cambuhy é o veículo de investimentos da família Moreira Salles, que tem investimentos em diversos negócios, notadamente o grupo Itaú Unibanco.
A negociação está sendo feita pela Cambuhy em associação com a Itaúsa, braço do grupo Itaú Unibanco. A ideia é que cada um fique com 50% da fatia atual dos Batista na Alpargatas.
COMPETIÇÃO
No fim de 2015, a J&F comprou a fabricante de calçados, que pertencia à Camargo Corrêa, com a ajuda de um generoso empréstimo da Caixa - segundo delação da JBS, houve pagamento de propina para que a linha saísse. O lance de R$ 2,7 bilhões superou a oferta da própria Cambuhy.
A holding J&F também iniciou há cerca de 10 dias negociações exclusivas com a chilena Arauco interessada na Eldorado Brasil.

O plano prevê alienação da fatia de 19,2% na Vigor Alimentos e da participação na irlandesa Moy Pak, bem como a venda de ativos da Five Rivers Cattle Feeding e fa
O programa foi apresentado antes da Justiça Federal de Brasília proibir a JBS de vender suas operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai para a rival Minerva por cerca de US$ 300 milhões.
Para combater a crise de confiança criada por sua delação premiada, os irmãos Joesley e Wesley Batista colocaram à venda diferentes negócios e esperam obter pelo menos R$ 15 bilhões nos próximos meses.
O objetivo é obter recursos para abater parte dos R$ 70 bilhões que suas empresas devem no mercado, o que deixaria os bancos mais confortáveis para seguir renovando suas linhas de crédito, apesar da indefinição sobre o futuro do grupo.

´Fonte-Folha

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